Os principais veículos da mídia escrita e “televisiva”
assumiram de vez qual é o seu lado e qual é o seu partido. Notícias distorcidas
e até forjadas contra o governo são exploradas à exaustão; já as notícias
contrárias à oposição não são repercutidas, apenas colocadas em algum canto,
muitas vezes representam um mero rodapé, como quem diz “cumpri a obrigação”. Usam
dois pesos e duas medidas – só não vê quem não quer. A imparcialidade deveria
ser a regra no jornalismo; convenhamos que a mídia não pode e não deve ser
colocada acima do bem e do mal (e não pode escolher partido em hipótese alguma;
se escolheu, significa que se corrompeu). Nesse quadro de ditadura ao contrário
(ditadura da mídia corrupta), já que a grande maioria do povo só se informa
através dos jornais da Rede Globo (que está no comando da guerra ao governo
Dilma, agindo em ação conjunta e coordenada com a Folha de São Paulo e a
revista Veja), prepararam o terreno e construíram o edifício do impeachment. Independentemente
do que acontecer daqui para frente, vou cortar os vínculos comerciais que ainda
tenho com tais empresas – portal de notícias, TV a cabo, etc. Mesmo que muitas pessoas fizessem o mesmo, não faria muito efeito, pois no fundo eles não dependem de nós, mas sim da elite retrógrada, a qual representam e prestam a sua vassalagem.