segunda-feira, 25 de julho de 2016
Impeachment da Dilma - obra do PSDB e da mídia: Escândalo DataFolha: a Folha errou ou cometeu um c...
Impeachment da Dilma - obra do PSDB e da mídia: Escândalo DataFolha: a Folha errou ou cometeu um c...: Muito já se falou sobre o recente episódio da pesquisa do Instituto DataFolha (subordinado à Folha de São Paulo), quando o jornal escondeu d...
Escândalo DataFolha: a Folha errou ou cometeu um crime contra a democracia?
Muito já se falou sobre o recente episódio da pesquisa do Instituto DataFolha (subordinado à Folha de São Paulo), quando o jornal escondeu do público o principal dado apurado: que 60% dos brasileiros querem eleição para Presidente já. Apesar da enorme gravidade do fato ocorrido, que deveria ser tratado como crime contra a democracia, há indícios de que estejamos diante de uma trama muito complexa (e diabólica), e não um mero erro da Folha. Basta analisar os acontecimentos que se seguiram à publicação da pesquisa pela Folha para perceber algo estranho no ar. Primeiro, toda a grande mídia repercutiu enormemente o resultado divulgado pela Folha, favorável à Temer. Na sequência o jornalista jornalista Glenn Greenwald (americano que mora no Brasil há mais de uma década, e ganhador dos dois maiores prêmios do jornalismo dos EUA - Pulitzer, e daqui - prêmio ESSO) desmascarou a farsa, revelando o dado que a Folha escondeu, desfavorável à Temer. E quem realmente repercutiu essa revelação foi a mídia alternativa baseada na internet, comandada por grandes jornalistas como Paulo Henrique Amorim, Luiz Nassiff, Luís Carlos Azenha, e outros portais e blogs da web. Já a grande mídia limitou-se à pequenas notas, ao contrário do momento da publicação da pesquisa pela Folha, quando fizeram imensa repercussão. Poderíamos pensar que acabou havendo um contraponto, através da mídia alternativa, à repercussão inicial promovida pelos grandes veículos. Só que a realidade está muito distante disso, pois hoje o alcance da grande mídia é imensamente maior do que a mídia alternativa, e continuará sendo ainda por algum tempo, e talvez ainda por muitos anos. Infelizmente falta consciência crítica à grande maioria do povo brasileiro que, ainda por cima, se informa através do Jornal Nacional, o principal patrocinador do golpe contra Dilma. Mesmo a maioria dos jovens na faixa dos 30 anos, que se informam através da internet, acabam se utilizando dos conteúdos produzidos pela grande mídia, ao invés de recorrer à mídia independente. Cabe lembrar, também, que a grande mídia brasileira não sofre qualquer tipo de regulação, ao contrário do que ocorre nas grandes democracias consolidadas (Alemanha, França, Inglaterra, e muitos outros). O resultado disso é que hoje
temos uma ditadura da grande mídia, toda ela conservadora e aliada das elites predadoras do país. A realidade existente no Brasil nesse setor ficou bem ilustrada na declaração dada pelo jornalista Glenn Greenwald, de que os grandes jornais brasileiros se portam como se se fossem meras assessorias de imprensa dos partidos de direita, incluído aí o PSDB.
Com todo o poder acumulado nos últimos anos, essa mídia tem ficado impune quando ultrapassa os limites da ética jornalística, e isso não ocorre à toa, já que ela ataca somente os setores da esquerda. Com isso convivemos com um autêntico vale-tudo contra Dilma, Lula, o PT e qualquer um que não concorde com o projeto de poder da direita conservadora. Nesse sentido, tem sido rotina as campanhas de ódio da grande mídia contra a esquerda, utilizando-se fartamente de calúnia, difamação, notícias inventadas ou omitidas, chegando até ao escândalo da pesquisa do DataFolha. Como não existe regulação, na hora de retratar-se (direito de resposta) a grande mídia não faz nenhuma repercussão, e essa acaba sendo a sua grande arma. Na certeza da impunidade, a grande mídia fica à vontade para agir como quiser pois, no caso de ser dado direito de resposta ao adversário, o máximo que ela terá que fazer será publicar uma nota (resposta do interessado), que não receberá nenhuma repercussão da parte deles. Por isso tem sido muito vantajoso para a grande mídia utilizar-se dos truques sujos contra seus adversários da esquerda, pois o efeito da retratação, ou direito de resposta, é nulo se comparado com a repercussão dada à notícia original.
Concluindo, o que penso é que não houve erro de fato, mas um ato premeditado da Folha, sabendo que ficaria impune. Na verdade houve um crime contra a democracia, mas a justiça até agora não demonstrou nenhuma vontade de apurar isso. Mas essa omissão da justiça também não é nenhuma novidade, quando o alvo é a esquerda.
temos uma ditadura da grande mídia, toda ela conservadora e aliada das elites predadoras do país. A realidade existente no Brasil nesse setor ficou bem ilustrada na declaração dada pelo jornalista Glenn Greenwald, de que os grandes jornais brasileiros se portam como se se fossem meras assessorias de imprensa dos partidos de direita, incluído aí o PSDB.
Com todo o poder acumulado nos últimos anos, essa mídia tem ficado impune quando ultrapassa os limites da ética jornalística, e isso não ocorre à toa, já que ela ataca somente os setores da esquerda. Com isso convivemos com um autêntico vale-tudo contra Dilma, Lula, o PT e qualquer um que não concorde com o projeto de poder da direita conservadora. Nesse sentido, tem sido rotina as campanhas de ódio da grande mídia contra a esquerda, utilizando-se fartamente de calúnia, difamação, notícias inventadas ou omitidas, chegando até ao escândalo da pesquisa do DataFolha. Como não existe regulação, na hora de retratar-se (direito de resposta) a grande mídia não faz nenhuma repercussão, e essa acaba sendo a sua grande arma. Na certeza da impunidade, a grande mídia fica à vontade para agir como quiser pois, no caso de ser dado direito de resposta ao adversário, o máximo que ela terá que fazer será publicar uma nota (resposta do interessado), que não receberá nenhuma repercussão da parte deles. Por isso tem sido muito vantajoso para a grande mídia utilizar-se dos truques sujos contra seus adversários da esquerda, pois o efeito da retratação, ou direito de resposta, é nulo se comparado com a repercussão dada à notícia original.
Concluindo, o que penso é que não houve erro de fato, mas um ato premeditado da Folha, sabendo que ficaria impune. Na verdade houve um crime contra a democracia, mas a justiça até agora não demonstrou nenhuma vontade de apurar isso. Mas essa omissão da justiça também não é nenhuma novidade, quando o alvo é a esquerda.
terça-feira, 5 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
A GRANDE MÍDIA QUER PROVAR QUE O GOLPE NÃO É GOLPE.
Depois de perceber o inquestionável crescimento do apoio a Dilma nas manifestações de 18/03 e 31/03, a grande mídia passou a trabalhar na sustentação da tese do impeachment como instrumento previsto na Constituição e que, portanto, não é golpe. Apresentaram entrevistas com importantes juristas, mas no final o que entregam ao telespectador é a visão pré-estabelecida, de que impeachment não é golpe, claro. Para impor ao leitor/telespectador a sua versão do assunto, não exitam em distorcer o teor das entrevistas, seja quem for o entrevistado. Quando falam do impeachment, as emissoras e jornais omitem, sempre, que o impeachment previsto na Constituição só é válido se houver crime de responsabilidade, pois é assim que está previsto na Constituição. Mesmo que o entrevistado aborde esse aspecto do crime de responsabilidade, a mídia fecha os olhos e ouvidos para esse ponto fundamental e decisivo, pois se não há crime de responsabilidade, não pode ter impeachment. Esse empenho da mídia mostra que estão preocupados com a ascensão visível do apoio à permanência de Dilma, e tentam impedir, com o seu jornalismo parcial, que seu público tome consciência do que realmente está acontecendo. E assim o leitor/telespectador é manipulado para adotar a posição que a mídia lhe impõe.
E na comparação com o impeachment de Fernando Collor, então, a mídia se supera na omissão de informações. Aliás, evitam ao máximo fazer essa comparação, pois sabem bem a qual dos dois o impeachment é cabível. Não informam que no caso Collor o crime de responsabilidade ficou definido antes da abertura do processo de impeachment, através da CPI que investigava PC Farias, o braço direito do presidente. Agora o que fizeram foi abrir o processo de impeachment sem a existência do crime de responsabilidade. Para justificar isso, eles falam que o processo é político, não precisa de um crime, pois está claro que as pedaladas fiscais não são crime de responsabilidade. Isso estaria correto se o sistema político brasileiro fosse parlamentarista, onde os deputados trocam o primeiro-ministro (que é o governante de fato nesse sistema) quando acharem conveniente. Não é o caso do Brasil, que não é parlamentarista, e portanto o que estão fazendo não passa de um truque sujo, e o STF tem a obrigação de não permitir que atinja o seu objetivo de remover a presidente do poder sem o cumprimento do que está estabelecido na constituição. No entanto, é imprevisível saber como o STF vai se portar, pois a pressão da mídia e da oposição sobre os ministros tem sido enorme (vide as ameaças aos ministros Teori, Facchin e Barroso), e deverá ser ainda maior se o STF for acionado para arbitrar o impeachment.
E na comparação com o impeachment de Fernando Collor, então, a mídia se supera na omissão de informações. Aliás, evitam ao máximo fazer essa comparação, pois sabem bem a qual dos dois o impeachment é cabível. Não informam que no caso Collor o crime de responsabilidade ficou definido antes da abertura do processo de impeachment, através da CPI que investigava PC Farias, o braço direito do presidente. Agora o que fizeram foi abrir o processo de impeachment sem a existência do crime de responsabilidade. Para justificar isso, eles falam que o processo é político, não precisa de um crime, pois está claro que as pedaladas fiscais não são crime de responsabilidade. Isso estaria correto se o sistema político brasileiro fosse parlamentarista, onde os deputados trocam o primeiro-ministro (que é o governante de fato nesse sistema) quando acharem conveniente. Não é o caso do Brasil, que não é parlamentarista, e portanto o que estão fazendo não passa de um truque sujo, e o STF tem a obrigação de não permitir que atinja o seu objetivo de remover a presidente do poder sem o cumprimento do que está estabelecido na constituição. No entanto, é imprevisível saber como o STF vai se portar, pois a pressão da mídia e da oposição sobre os ministros tem sido enorme (vide as ameaças aos ministros Teori, Facchin e Barroso), e deverá ser ainda maior se o STF for acionado para arbitrar o impeachment.
sábado, 26 de março de 2016
Gleen Greenwald denuncia o golpe no Brasil.
Nos últimos dias vários meios de comunicação estrangeiros denunciaram, sem meias palavras, o golpe que vem sendo orquestrado no Brasil. Entre eles, a revista alemã Der Spiegel, o espanhol El País (que tem uma versão online em portugûes), The Economist (Inglaterra), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12
(Argentina) e até mesmo a rede de televisão Al-Jazeera, entre outros. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o artigo "O Brasil está sendo engolido pela corrupção - e por uma perigosa subversão da democracia", publicado por Gleen Greenwald, repórter do The
Guardian (o artigo está disponibiizado em inglês e português). Greenwald ficou conhecido
mundialmente ao ter sido escolhido por Edward Snowden para revelar a
espionagem em massa do governo norte-americano.
Greenwald faz uma análise profunda, contextualizada, demonstrando conhecimento da política e da histórica brasileira. Ele afirma que os que os protestos a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff são, na verdade, “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa”, cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”. E foi além: "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição". A conclusão do jornalista é que o que vem ocorrendo no Brasil é muito mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção, e o que os inimigos políticos do PT estão fazendo é uma clara subversão da democracia brasileira.
Greenwald faz uma análise profunda, contextualizada, demonstrando conhecimento da política e da histórica brasileira. Ele afirma que os que os protestos a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff são, na verdade, “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa”, cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”. E foi além: "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição". A conclusão do jornalista é que o que vem ocorrendo no Brasil é muito mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção, e o que os inimigos políticos do PT estão fazendo é uma clara subversão da democracia brasileira.
quinta-feira, 24 de março de 2016
E agora, Moro? Não tem Lula nem Dilma na planilha do Odebrecht.
Foto: Brasil247
Parece que o Moro e a PF se
descuidaram e acabaram vazando o que deviam (isso mesmo, deviam). Acho que de
tanto brincar de vazamento (sempre e tão somente envolvendo o PT), que eles
acabaram automatizando, ou seja, se tem propina, tem PT, Lula e Dilma. Desta
vez o vazamento atinge todos os partidos e, pasmem, lá não tem o nome de Lula,
nem Dilma. Aí o Sergio Moro, que sempre foi tão transparente, coloca sigilo na
planilha que vazou. Parece que o vazamento estragou tudo, pois agora fica difícil
o Moro direcionar a delação, ou seja, induzir (ou impor) que o Marcelo Odebrecht delate
somente o PT, já que veio a público a notícia de que o executivo se propôs a
delatar todos os partidos. Sendo assim, a lógica tucana da Lava-Jato fica
comprometida, e aposto que eles vão acabar descartando a delação de Odebrecht.
Ou então vão oferecer benefícios irrecusáveis ao executivo, para ele entrar no
esquema “só PT, os outros não vem ao caso”, que é a tônica da operação Lava-Jato
desde o início (não é exagero, lembrem-se que o Aécio já foi delatado 06 vezes,
e nada foi investigado). Será que vão dar um jeitinho para livrar a cara do PSDB mais uma vez (como sempre) ?
quarta-feira, 16 de março de 2016
QUEM É O "POVO" QUE FOI ÀS RUAS NO DIA 13/03?
Terminada a manifestação de 13/03 contra o governo Dilma, a grande mídia comemorou mais uma vez a "tomada das ruas pelo povo". Na sequência vieram os programas de debates entre os jornalistas das tvs e um ou outro convidado, com a finalidade de repercutir os fatos e os seus desdobramentos. Nesses debates eles falam do recado das ruas ao governo, do aumento da insatisfação do povo com o governo, da influência que o evento pode proporcionar na votação do impeachment, da saída do PMDB da base de apoio ao governo, etc., e em nenhum momento nos oferecem informações mais específicas sobre quem estava nas ruas no dia 13/03. Isso é acaso, coincidência? Sem essas informações, a compreensão do evento fica no mínimo comprometida, e com márgem para equívocos. É sabido que o povo realmente não está contente, tendo em vista o desemprego e a subida da inflação, entre outros problemas, mas quando a grande mídia alardeia a insatisfação do povo presente na manifestação do dia 13, ela omite, e mesmo sonega, importantes informações inerentes a essas manifestações, e que foram levantados pelo insuspeito Instituto DataFolha, em mais uma pesquisa realizada naquele dia junto aos manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, que transcrevo abaixo.
"A maior parte dos manifestantes da Paulista eram homens (57%, ante 43% de mulheres), 77% declararam ser de cor branca (ante 63,9% da população da região metropolitana de São Paulo que se declara branca) e a média de idade girava em torno de 45 anos, segundo o Datafolha. A renda e a escolaridade dos manifestantes que compareceram ao ato também é superior à média da população paulistana. Metade dos participantes do protesto (50%) ganhavam acima de cinco salários mínimos (4.400 reais), com 24% recebendo entre dez e vinte vezes o valor mínimo fixado de 880 reais (8800 reais). No caso da escolaridade, 77% dos entrevistados declarou possuir o Ensino Superior completo - no município, o índice de pessoas com diploma do Ensino Superior é de 28%. Tal patamar é praticamente o mesmo do colhido nas demais manifestações anti-Dilma ocorridas em 2015".
Os dados acima mostram que em São Paulo o perfil dos manifestantes é o da classe média típica, e portanto fica claro que mais uma vez os pobres, mesmo descontentes, não estiveram presentes na manifestação, pelo menos não de forma representativa. Também ocorre omissão da mídia quanto ao aspecto ideológico dos manifestantes. Em todas as manifestações pro-impeachment anteriores da Avenida Paulista o DataFolha apurou que entre os presentes, mais de 75% haviam votado em Aécio Neves, sendo que em várias outras grandes capitais o resultado foi muito próximo. Dessa vez o DataFolha apurou somente a preferência partidária, no que o PSDB foi apontado com 21% da preferência dos presentes, mas os demais dados apurados mostram que o percentual de eleitores de Aécio não sofreu uma baixa significativa, mas houve indícios de que a direita mais conservadora tomou algum espaço do PSDB na manifestação.
Analisando os dados acima, fica claro que o perfil dos manifestantes não é o do pobre, mas de classe média, e predominantemente de eleitores de Aécio Neves. Essas informações básicas e fundamentais continuam sendo omitidas pela grande mídia, que assim induz as pessoas que não tem senso crítico a dar à manifestação uma representação que ela não têm na realidade dos fatos, tendo em vista que os pobres não saíram efetivamente às ruas, seja para apoiar ou protestar contra o governo. No final, a grande mídia cumpre o seu papel de distorcer a realidade e criar uma imagem que convém à elite da qual ela é parte.
"A maior parte dos manifestantes da Paulista eram homens (57%, ante 43% de mulheres), 77% declararam ser de cor branca (ante 63,9% da população da região metropolitana de São Paulo que se declara branca) e a média de idade girava em torno de 45 anos, segundo o Datafolha. A renda e a escolaridade dos manifestantes que compareceram ao ato também é superior à média da população paulistana. Metade dos participantes do protesto (50%) ganhavam acima de cinco salários mínimos (4.400 reais), com 24% recebendo entre dez e vinte vezes o valor mínimo fixado de 880 reais (8800 reais). No caso da escolaridade, 77% dos entrevistados declarou possuir o Ensino Superior completo - no município, o índice de pessoas com diploma do Ensino Superior é de 28%. Tal patamar é praticamente o mesmo do colhido nas demais manifestações anti-Dilma ocorridas em 2015".
Os dados acima mostram que em São Paulo o perfil dos manifestantes é o da classe média típica, e portanto fica claro que mais uma vez os pobres, mesmo descontentes, não estiveram presentes na manifestação, pelo menos não de forma representativa. Também ocorre omissão da mídia quanto ao aspecto ideológico dos manifestantes. Em todas as manifestações pro-impeachment anteriores da Avenida Paulista o DataFolha apurou que entre os presentes, mais de 75% haviam votado em Aécio Neves, sendo que em várias outras grandes capitais o resultado foi muito próximo. Dessa vez o DataFolha apurou somente a preferência partidária, no que o PSDB foi apontado com 21% da preferência dos presentes, mas os demais dados apurados mostram que o percentual de eleitores de Aécio não sofreu uma baixa significativa, mas houve indícios de que a direita mais conservadora tomou algum espaço do PSDB na manifestação.
Analisando os dados acima, fica claro que o perfil dos manifestantes não é o do pobre, mas de classe média, e predominantemente de eleitores de Aécio Neves. Essas informações básicas e fundamentais continuam sendo omitidas pela grande mídia, que assim induz as pessoas que não tem senso crítico a dar à manifestação uma representação que ela não têm na realidade dos fatos, tendo em vista que os pobres não saíram efetivamente às ruas, seja para apoiar ou protestar contra o governo. No final, a grande mídia cumpre o seu papel de distorcer a realidade e criar uma imagem que convém à elite da qual ela é parte.
quarta-feira, 9 de março de 2016
A GUERRA DE ÓDIO AO PT
Hoje existe
uma inegável campanha de ódio contra o PT e seus membros e simpatizantes, e
isso foi construído progressivamente. Tudo começou com “inocentes” e-mails que
muitos de nós recebemos, desde a chegada de Lula à presidência: refiro-me a
mensagens de conteúdo agressivo a Lula e ao PT, enviadas por pessoas ligadas a
contatos nossos. Posteriormente as postagens ofensivas a Lula se tornaram muito
comuns também nas redes sociais. Lembro, também, de declarações de Aécio Neves
(anos antes da campanha de 2014) no sentido de que o PSDB deveria ser mais
agressivo com o PT. Citei pequenos indícios de que um trabalho vinha sendo
desenvolvido pelos tucanos para retomar o pode. Apesar de sempre ter havido um
clima desfavorável ao PT, foi somente a partir do mensalão que as coisas se
acirraram para além da normalidade. A grande mídia centrou fogo no partido, mas
este conseguiu reagir, primeiro devido ao imenso carisma de Lula, que resistia
a todos os ataques e ainda aumentava sua popularidade. Outro fator importante é
que ainda havia alguns poucos editores imparciais na grande mídia, possibilitando
um mínimo de debate.
Passado
o vendaval do Mensalão, o PSDB e a mídia foram incrementando várias ações para
fomentar o ódio ao PT. Além de aumentar a intensidade das acusações (muitas
vezes sem nenhuma prova), a grande mídia deu espaço para vários apresentadores
anti-PT, como Danilo Gentille e Rachel Scherazade. Mais absurdo foi o fato de
que o governo de São Paulo pagou durante
anos o dono de um blog cuja função era a de disseminar ódio ao PT. No entanto
foi a partir da campanha presidencial de 2014 que a intensidade da guerra ao PT
ganhou uma dimensão infinitamente maior. Isso ocorreu devido a uma confluência
de fatores. Um fator importante foi que a grande mídia televisiva e impressa
praticamente baniu os editores imparciais. Outro fator importante foi a união
dessa mídia com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Nessa
parceria, destacam-se os vazamentos da Operação Lava-Jato, que acontecem em
momentos estratégicos, como por exemplo, um que ocorreu na véspera da votação
do primeiro turno. É preciso destacar que entre os integrantes da Operação há
muitos simpatizantes do PSDB, principalmente entre os policiais. O fator
decisivo foi a simbiose entre a grande mídia, a oposição, e uma parte da
justiça (a parte tucana, que tomou o poder no MPF e na PF) a partir de 2014, liderados
pelo PSDB, desequilibrando o jogo a tal ponto que o governo e o PT não
conseguiram mais opor resistência à guerra de ódio em curso.
Vale
fazer um parêntesis para destacar que essa guerra de ódio não chegaria ao ponto
que chegou se a grande mídia brasileira não fosse o que é, uma das mais
monopolizadas do mundo, avessa à pluralidade de visões, difundindo o pensamento
único, e defendendo os interesses dos poderosos. Por isso foi até natural o
fortalecimento dessa mídia com a oposição, PSDB à frente, tornando-se, assim, a
poderosa máquina anti-PT que é hoje, o veículo pelo qual o ódio ao partido é reverberado
e disseminado. A fórmula utilizada consiste em veicular somente notícias
negativas (sobre o PT); já as notícias favoráveis ao partido são omitidas,
sonegadas descaradamente. Outro ponto central desse trabalho sujo é não dar voz
ao partido, que não tem a chance de se defender. Quando trata de corrupção, a
grande mídia dá destaque imenso a tudo que envolva o PT. Já em relação a acusações,
denúncias, delações envolvendo os demais partidos são tratadas de maneira
superficial e “amigável”, principalmente quando se refere ao PSDB. Nos debates
que promovem, quase sempre convidam somente participantes anti-PT. Somente intelectuais
ligados ao PSDB , como Marco Antônio Villa, recebem espaço permanente na mídia.
Dessa forma, a grande mídia ignora o principio de oferecer o contraditório, que
é a base do jornalismo imparcial. Em consequência de tudo disso, a população só
toma conhecimento das notícias e idéias contrárias ao PT. Infelizmente a
população (e especialmente os jovens) ainda não aprenderam a buscar informação
em fontes imparciais, que se localizam, quase todas, nos blogs e portais de
jornalistas independentes na internet. Isso seria fundamental no Brasil, pois
nossa mídia conservadora não respeita a pluralidade de opiniões, difunde o pensamento
único dos poderosos. É urgente que se faça a democratização da mídia no Brasil,
através da regulação dos meios de comunicação, como fizeram todas as grandes
democracias consolidadas do mundo. É um círculo vicioso: sem democratização da
informação, não há democracia.
Mesmo elevando
enormemente o seu poder de destruição a partir da aliança com a grande mídia e
o judiciário, nem assim a direita liderada pelo PSDB se conteve, e abriu outros
flancos de ação para elevar ainda mais o ódio do povo, visando depor Dilma
Rousseff e destruir o PT. Um dos flancos é a ação de grupos que lideram as
passeatas pelo impeachment de Dilma. Só que a grande mídia omite a preciosa
informação de que esses grupos são financiados pelos irmãos Koch e por grandesempresários brasileiros. Ou seja, os principais mentores e financiadores da ultra-direita americana financiam esses grupos, e é preciso lembrar que os bilionários irmãos Koch estão entre os mais ricos do mundo. Pelo menos um desses grupos dissemina não só o ódio,
mas também a violência. Em São Paulo, vários diretórios do PT (e pelo menos uma
sede da CUT) foram atacados, inclusive com bomba (coquetel molotov), fatos
esses que sequer são divulgados pela mídia, além de serem ignorados pela polícia
tucana. É preciso destacar que os irmãos Koch não se limitam a financiar grupos
de direita, mas também financiam um exército de palestrantes jovens, que
disseminam os valores ultraconservadores entre os jovens brasileiros e
latino-americanos.
Enfim,
devido a essa artilharia pesada contra o PT, o uso constante de calúnia e
difamação, somados à omissão e sonegação de notícias, resultou que uma boa
parte da população passou a acreditar que só o PT está envolvido em corrupção e,
mais do que isso, acreditam que a corrupção começou com esse partido, porque é essa
idéia que a grande mídia difunde. Por não ter consciência crítica, nosso povo absorve
idéias e valores impostos por toda essa imensa máquina de guerra, de ódio. É
muito triste perceber que no Brasil de hoje está prevalecendo o principal
princípio da propaganda nazista, de que uma mentira repetida milhões de vezes
acaba se tornando verdade, e por isso a máquina de ódio está vencendo a batalha.
Até quando?
sábado, 20 de fevereiro de 2016
2015, O ANO DO IMPEACHMENT, QUE AINDA NÃO TERMINOU.
O
ano de 2015 com certeza é atípico na história do Brasil, e sempre será tristemente
lembrado por aqueles que cultivam a Democracia e exigem o respeito à
Constituição. Pode-se dizer que o ano começou ainda em 2014, a partir do
anúncio da vitória eleitoral de Dilma Rousseff, e os fatos que se seguiram em
decorrência disso deixaram a sensação de que o ano ainda não terminou.
Alguns
fatos ocorridos ainda em 2014 já deram o tom do que aconteceria no ano
seguinte. A campanha eleitoral foi muito intensa, com acusações pesadas dos
dois lados. A candidata do PT enfrentou dois obstáculos a mais: o primeiro foi
o posicionamento da grande mídia a favor de Aécio Neves, inclusive com ações
extremamente apelativas por parte da revista Veja, que elevou ao extremo a sua
prática de calúnia e difamação contra a candidata/governante petista; o outro
grande obstáculo foram os vazamentos da Operação Lava Jato, vários deles
ocorridos às vésperas da divulgação das pesquisas eleitorais – coincidência? Com
a vitória de Dilma Rousseff, imediatamente a oposição anunciou que tentaria
impedir que o seu segundo mandato se realizasse, isso ainda em outubro/novembro
de 2014. A partir daí já ocorriam as passeatas pró-impeachment, mas ainda com
pouca adesão. Logo surgiram as primeiras declarações da oposição quanto a irregularidades
na campanha da chapa vencedora, e que por isso deveria ocorrer sua cassação
pelo TSE. No entanto isso não ocorreu, e o então Presidente (substituto) do
TSE, Gilmar Mendes, aprovou as contas da chapa Dilma-Temer sem maiores
problemas.
Mas
o governo não teve muito tempo para respirar. As investigações da Lava Jato
avançavam cada vez mais, arranhando muito mais a imagem do PT, apesar do PMDB e
PP serem igualmente acusados de recebimento de propina. No entanto, a grande mídia brasileira, toda ela
francamente anti-PT, centra toda a sua artilharia nesse partido, no intuito de
induzir a população a acreditar que só o PT está envolvido em corrupção. Dados
importantes, como o fato de que as mesmas empreiteiras investigadas terem
financiado todos os grandes partidos (inclusive o PSDB) com quantias de
dinheiro muito próximas ao doado ao PT, não recebem a mesma atenção da mídia,
que nesse caso apenas cumpre a obrigação de dar a notícia. Já as informações
relativas ao PT recebem uma reverberação intensa por parte dos articulistas e
comentaristas. Nesse trabalho, a mídia não cumpre princípios básicos do bom
jornalismo, como por exemplo o de ouvir a parte acusada, e o de oferecer uma
segunda opinião aos leitores. Muitas notícias distorcidas (ou fora de contexto),
envolvendo o governo, são publicadas com grande destaque. Após reclamações da
parte prejudicada, os grandes jornais publicam uma nota de rodapé (que ninguém
vai ler ou tomar conhecimento, pois nessa hora a imprensa não repercute nada),
cumprindo assim sua obrigação. Já nas mesas redondas promovidas na televisão
para discussão dos fatos políticos, nenhum participante pró-governo é
convidado, salvo raras exceções. Dessa forma, só a versão (dos fatos)
anti-Dilma/PT é ouvida e lida, e assim o povo passa a acreditar que a única
fonte de corrupção no Brasil está no meio petista. Percebe-se uma nítida articulação
entre a mídia e a justiça (Ministério Público e Polícia Federal) na seleção
daquilo que deve ser investigado. Nesse sentido, as delações contra Aécio Neves
e Fernando Henrique Cardoso são ignoradas (lembre-se que um delatores afirmou
enfaticamente que passou a intermediar propina oriunda da Petrobrás desde 1.997
(governo de quem?). Não adianta alegar que isso aconteceu há muito tempo, pois
os países realmente democráticos punem os atos criminosos de seus ex-governantes, mesmo após decorridos 10,
20 anos de seus mandatos. Nada justifica que não se investigue os dois, ainda mais no
caso de Aécio, contra quem há provas robustas em posse do Procurador Geral
Rodrigo Janot. Portanto a Operação Lava Jato ainda precisa provar que está
trabalhando para dar um golpe mortal na corrupção, seja ela de qual partido
for. O que vemos hoje é a corrupção tucana ser mantida debaixo do tapete.
O
objetivo da grande mídia, em ação coordenada com as oposições, é manter o
governo sob constante bombardeio, e nesse trabalho estão pouco se lixando com a
veracidade dos fatos e com a imparcialidade, apelando muitas vezes para a
calúnia e a difamação. Tudo isso tem o objetivo de colocar o governo Dilma como
culpado pela crise política e econômica. Para isso inventaram uma relação de
causa e efeito entre política e economia, com o (falso) pré-requisito de que a
crise política é a causa da crise econômica, e a solução do problema está em
remover Dilma do poder, já que ela é, segundo eles, a culpada pela crise
política; se ela é culpada pela crise política, automaticamente ela é
responsável pela crise econômica. Diariamente a grande mídia divulga essa tese,
que é sustentada pelos políticos da oposição, sabendo que uma mentira repetida
milhões de vezes acaba se “tornando verdade”, como mostrou Göebbels, a serviço
de Hitler. Portanto, apresentam a retirada de Dilma do poder como a solução
para a crise política e econômica. Esse trabalho sujo da grande mídia e
oposição teve grande impulso a partir de 2014, mas eles já vinham realizando
uma campanha de ódio contra Lula e o PT desde o início do governo petista em 2003. Essa
campanha sempre foi coordenada pelo PSDB, e foi crescendo na medida em que a
grande mídia passou a apoiar e proteger esse partido. Essa campanha sempre teve
como público principal a juventude, que infelizmente se informa (a grande
maioria) através desses veículos parciais tendenciosos, parceiros da direita,
desconhecendo a imprensa imparcial, que está na internet e consegue e por isso
acabam ajudando essa mídia partidária tucana a reverberar na sociedade toda
essa campanha de ódio. Essa campanha tem sido eficiente, pois o investimento nela
é muito grande, inclusive com a participação da direita americana, liderada
pelos bilionários irmãos Koch, que financiam os grupos que lideram as
manifestações contra Dilma, conforme publicado pelos jornalistas independentes da Agencia Publica na reportagem "A nova roupa da direita". Com toda a
força que essa campanha ganhou, a oposição e a mídia continuarão enganando e iludindo uma
grande parte da sociedade, que não possui uma consciência crítica para perceber o que está realmente ocorrendo. Infelizmente ainda vai demorar muito até que as pessoas se conscientizem politicamente e
deixem de se informar através dessa mídia representante das elites dominantes.
No
jogo do vale tudo para remover Dilma do governo, muitas vezes os líderes da
oposição, escudados pela grande mídia, entraram em contradição em relação a
posições tomadas, por eles, em outros tempos. É o caso de Fernando Henrique
Cardoso, hoje defensor do impeachment, ou renúncia da presidente. No
impeachment de Fernando Collor, FHC se manifestou contrário à retirada do
presidente do poder, declarando que o impeachment é uma arma que não devemos
usar, porque desestabiliza e desestrutura o país. Hélio Bicudo se manifestou,
em 1992, contra o impeachment de Fernando Collor, alegando que o presidente não
é responsável por atos cometidos por seus auxiliares, a menos que tenha
participado pessoalmente desses atos. Se ele mantivesse o mesmo raciocínio,
não pediria o impeachment de Dilma por causa das pedaladas, cujo responsável é
o ministro da Fazenda. Vejam só, contra Collor havia muitas provas de
favorecimento pessoal, recebimento de dinheiro de caixa 2 em sua conta (ou
seja, propina), e mesmo assim os dois gênios do impeachment defenderam sua
permanência no poder. Já Dilma, contra quem não há nenhuma prova de crime
cometido, e que por isso foi caracterizada pelo próprio FHC como “mulher honrada”,
ele defende o impeachment, principalmente em função da baixa popularidade da
presidente. É preciso lembrar que FHC participou da elaboração da Constituição
de 1988, e por isso ele deveria ser cobrado por sua mudança radical na
interpretação da Constituição no tocante ao impeachment. Outro fato é que o
próprio FHC chegou a ter 8% de popularidade em 1999 (pesquisa Vox Populi) e,
portanto, se dependesse de popularidade ele é que teria ter sido removido do governo naquele ano.
O
mais importante de tudo isso é que o impeachment, sem a ocorrência de um crime
de responsabilidade, é um golpe. A oposição, comandada pelo PSDB, e toda a
grande mídia, alegam que o impeachment não é golpe porque está previsto na
Constituição. Mas é golpe, sim, porque estão usando uma interpretação deturpada
da Constituição para atingir seus objetivos. Basta retomar os debates que
ocorreram durante a elaboração da Constituição, além das declarações de
personagens como Ulisses Guimarães, FHC e Hélio Bicudo, dentre outros, para se
entender que o impeachment que está na Constituição é um instrumento para punir
um governante que comete crime de responsabilidade, não é para remover um
governo impopular, ou que não tenha maioria no Congresso. Para atingir seu
objetivo de remover Dilma do poder a qualquer custo, além das pérolas criadas
por FHC, a mídia noticia constantemente que as pedaladas fiscais são crime de
responsabilidade, o que é outra mentira, disparada milhões de vezes, mais uma
vez seguindo a lição que aprenderam com Göebells. Grandes juristas, como Celso
Antonio Bandeira de Mello, Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato, entre muitos
outros, tem afirmado taxativamente que, para haver crime de responsabilidade, a
primeira condição disposta pela Constituição é de que haja um ato praticado no
exercício da função pública. Para eles, só se configura como crime de
responsabilidade quando o presidente da república tenha participado diretamente
da produção de um ato criminoso ou, então, tenha assumido, conscientemente,
suas consequências ilícitas. Daí, não ser possível atribuir ao presidente da
República a responsabilidade por atos praticados por outros agentes da
administração pública. O artigo de Hélio Bicudo de 22/07/1992
expressa exatamente a mesma interpretação dos juristas citados anteriormente, e a mídia deveria cobra-lo por essa incoerência.
Portanto, os instrumentos presentes na Constituição devem ser usados de acordo
com a finalidade para a qual foram criados. Ao interpreta-la de acordo com seus
interesses do momento, como é o caso de FHC, os políticos e a mídia o fazem
para subverter não só a opinião pública, mas a própria Constituição, e portanto
a Justiça. Colocam o impeachment da presidente Dilma, sem a ocorrência de um
crime cometido, como algo natural, como se estivéssemos no Parlamentarismo,
onde o Parlamento é que determina, a seu critério, a retirada do governante (Primeiro-Ministro)
do poder. E o círculo vicioso é alimentado diariamente pela grande mídia, que
deveria cumprir o seu papel de defender a democracia, mas faz o contrário, pois
é cúmplice e parceira dos golpistas.
Se
o impeachment de Dilma se concretizar, o Brasil não mais poderá ser considerado
um país democrático, a exemplo do que ocorreu no Paraguai. Ainda mais com o
presidente da Câmara dos Deputados, responsável pela aceitação do pedido de
impeachment, impune, apesar de todas as provas que há contra ele. Seria a
desmoralização completa e definitiva desse país.
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