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sábado, 26 de março de 2016

Gleen Greenwald denuncia o golpe no Brasil.

Nos últimos dias vários meios de comunicação estrangeiros denunciaram, sem meias palavras, o golpe que vem sendo orquestrado no Brasil. Entre eles, a revista alemã Der Spiegel, o espanhol El País (que tem uma versão online em portugûes), The Economist (Inglaterra), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12 (Argentina) e até mesmo a rede de televisão Al-Jazeera, entre outros. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o artigo "O Brasil está sendo engolido pela corrupção - e por uma perigosa subversão da democracia", publicado por Gleen Greenwald, repórter do The Guardian (o artigo está disponibiizado em inglês e português). Greenwald ficou conhecido mundialmente ao ter sido escolhido por Edward Snowden para revelar a espionagem em massa do governo norte-americano. 

Greenwald faz uma análise profunda, contextualizada, demonstrando conhecimento da política e da  histórica brasileira. Ele afirma que os que os protestos a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff são, na verdade, “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa”, cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”. E foi além: "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição". A conclusão do jornalista é que o que vem ocorrendo no Brasil é muito mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção, e o que os inimigos políticos do PT estão fazendo é uma clara subversão da democracia brasileira.




 

quinta-feira, 24 de março de 2016

E agora, Moro? Não tem Lula nem Dilma na planilha do Odebrecht.

Foto: Brasil247


Parece que o Moro e a PF se descuidaram e acabaram vazando o que deviam (isso mesmo, deviam). Acho que de tanto brincar de vazamento (sempre e tão somente envolvendo o PT), que eles acabaram automatizando, ou seja, se tem propina, tem PT, Lula e Dilma. Desta vez o vazamento atinge todos os partidos e, pasmem, lá não tem o nome de Lula, nem Dilma. Aí o Sergio Moro, que sempre foi tão transparente, coloca sigilo na planilha que vazou. Parece que o vazamento estragou tudo, pois agora fica difícil o Moro direcionar a delação, ou seja, induzir (ou impor) que o Marcelo Odebrecht  delate somente o PT, já que veio a público a notícia de que o executivo se propôs a delatar todos os partidos. Sendo assim, a lógica tucana da Lava-Jato fica comprometida, e aposto que eles vão acabar descartando a delação de Odebrecht. Ou então vão oferecer benefícios irrecusáveis ao executivo, para ele entrar no esquema “só PT, os outros não vem ao caso”, que é a tônica da operação Lava-Jato desde o início (não é exagero, lembrem-se que o Aécio já foi delatado 06 vezes, e nada foi investigado). Será que vão dar um jeitinho para livrar a cara do PSDB mais uma vez (como sempre) ?

quarta-feira, 16 de março de 2016

QUEM É O "POVO" QUE FOI ÀS RUAS NO DIA 13/03?

Terminada a  manifestação de 13/03 contra o governo Dilma, a grande mídia comemorou mais uma vez a "tomada das ruas pelo povo". Na sequência vieram os programas de debates entre os jornalistas das tvs e um ou outro convidado, com a finalidade de repercutir os fatos e os seus desdobramentos. Nesses debates eles falam do recado das ruas ao governo, do aumento da insatisfação do povo com o governo, da influência que o evento pode proporcionar na votação do impeachment, da saída do PMDB da base de apoio ao governo, etc., e em nenhum momento nos oferecem informações mais específicas sobre quem estava nas ruas no dia 13/03. Isso é acaso, coincidência? Sem essas informações, a compreensão do evento fica no mínimo comprometida, e com márgem para equívocos.  É sabido  que o povo realmente não está contente, tendo em vista o desemprego e a subida da inflação, entre outros problemas, mas quando a grande mídia alardeia a insatisfação do povo presente na manifestação do dia 13, ela omite, e mesmo sonega, importantes informações inerentes a essas manifestações, e que foram levantados pelo insuspeito Instituto DataFolha, em mais uma pesquisa realizada naquele dia junto aos manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, que transcrevo abaixo.


"A maior parte dos manifestantes da Paulista eram homens (57%, ante 43% de mulheres), 77% declararam ser de cor branca (ante 63,9% da população da região metropolitana de São Paulo que se declara branca) e a média de idade girava em torno de 45 anos, segundo o Datafolha. A renda e a escolaridade dos manifestantes que compareceram ao ato também é superior à média da população paulistana. Metade dos participantes do protesto (50%) ganhavam acima de cinco salários mínimos (4.400 reais), com 24% recebendo entre dez e vinte vezes o valor mínimo fixado de 880 reais (8800 reais). No caso da escolaridade, 77% dos entrevistados declarou possuir o Ensino Superior completo - no município, o índice de pessoas com diploma do Ensino Superior é de 28%. Tal patamar é praticamente o mesmo do colhido nas demais manifestações anti-Dilma ocorridas em 2015".

Os dados acima mostram que em São Paulo o perfil dos manifestantes é o da classe média típica, e portanto fica claro que mais uma vez os pobres, mesmo descontentes, não estiveram presentes na manifestação, pelo menos não de forma representativa. Também ocorre omissão da mídia quanto ao aspecto ideológico dos manifestantes. Em todas as manifestações pro-impeachment anteriores da Avenida Paulista o DataFolha apurou que entre os presentes, mais de 75% haviam votado em Aécio Neves, sendo que em várias outras grandes capitais o resultado foi muito próximo. Dessa vez o DataFolha apurou somente a preferência partidária, no que o PSDB foi apontado com 21% da preferência dos presentes, mas os demais dados apurados mostram que o percentual de eleitores de Aécio  não sofreu uma baixa significativa, mas houve indícios de que a direita mais conservadora tomou algum espaço do PSDB na manifestação.

Analisando os dados acima, fica claro que o perfil dos manifestantes não é o do pobre, mas de classe média, e predominantemente de eleitores de Aécio Neves. Essas informações básicas e fundamentais continuam sendo omitidas pela grande mídia, que assim induz as pessoas que não tem senso crítico a dar à manifestação uma representação que ela não têm na realidade dos fatos, tendo em vista que os pobres não saíram efetivamente às ruas, seja para apoiar ou protestar contra o governo. No final, a grande mídia cumpre o seu papel de distorcer a realidade e criar uma imagem que convém à elite da qual ela é parte.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

2015, O ANO DO IMPEACHMENT, QUE AINDA NÃO TERMINOU.



O ano de 2015 com certeza é atípico na história do Brasil, e sempre será tristemente lembrado por aqueles que cultivam a Democracia e exigem o respeito à Constituição. Pode-se dizer que o ano começou ainda em 2014, a partir do anúncio da vitória eleitoral de Dilma Rousseff, e os fatos que se seguiram em decorrência disso deixaram a sensação de que o ano ainda não terminou.

Alguns fatos ocorridos ainda em 2014 já deram o tom do que aconteceria no ano seguinte. A campanha eleitoral foi muito intensa, com acusações pesadas dos dois lados. A candidata do PT enfrentou dois obstáculos a mais: o primeiro foi o posicionamento da grande mídia a favor de Aécio Neves, inclusive com ações extremamente apelativas por parte da revista Veja, que elevou ao extremo a sua prática de calúnia e difamação contra a candidata/governante petista; o outro grande obstáculo foram os vazamentos da Operação Lava Jato, vários deles ocorridos às vésperas da divulgação das pesquisas eleitorais – coincidência? Com a vitória de Dilma Rousseff, imediatamente a oposição anunciou que tentaria impedir que o seu segundo mandato se realizasse, isso ainda em outubro/novembro de 2014. A partir daí já ocorriam as passeatas pró-impeachment, mas ainda com pouca adesão. Logo surgiram as primeiras declarações da oposição quanto a irregularidades na campanha da chapa vencedora, e que por isso deveria ocorrer sua cassação pelo TSE. No entanto isso não ocorreu, e o então Presidente (substituto) do TSE, Gilmar Mendes, aprovou as contas da chapa Dilma-Temer sem maiores problemas.

Mas o governo não teve muito tempo para respirar. As investigações da Lava Jato avançavam cada vez mais, arranhando muito mais a imagem do PT, apesar do PMDB e PP serem igualmente acusados de recebimento de propina. No entanto,  a grande mídia brasileira, toda ela francamente anti-PT, centra toda a sua artilharia nesse partido, no intuito de induzir a população a acreditar que só o PT está envolvido em corrupção. Dados importantes, como o fato de que as mesmas empreiteiras investigadas terem financiado todos os grandes partidos (inclusive o PSDB) com quantias de dinheiro muito próximas ao doado ao PT, não recebem a mesma atenção da mídia, que nesse caso apenas cumpre a obrigação de dar a notícia. Já as informações relativas ao PT recebem uma reverberação intensa por parte dos articulistas e comentaristas. Nesse trabalho, a mídia não cumpre princípios básicos do bom jornalismo, como por exemplo o de ouvir a parte acusada, e o de oferecer uma segunda opinião aos leitores. Muitas notícias distorcidas (ou fora de contexto), envolvendo o governo, são publicadas com grande destaque. Após reclamações da parte prejudicada, os grandes jornais publicam uma nota de rodapé (que ninguém vai ler ou tomar conhecimento, pois nessa hora a imprensa não repercute nada), cumprindo assim sua obrigação. Já nas mesas redondas promovidas na televisão para discussão dos fatos políticos, nenhum participante pró-governo é convidado, salvo raras exceções. Dessa forma, só a versão (dos fatos) anti-Dilma/PT é ouvida e lida, e assim o povo passa a acreditar que a única fonte de corrupção no Brasil está no meio petista. Percebe-se uma nítida articulação entre a mídia e a justiça (Ministério Público e Polícia Federal) na seleção daquilo que deve ser investigado. Nesse sentido, as delações contra Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso são ignoradas (lembre-se que um delatores afirmou enfaticamente que passou a intermediar propina oriunda da Petrobrás desde 1.997 (governo de quem?). Não adianta alegar que isso aconteceu há muito tempo, pois os países realmente democráticos punem os atos criminosos de seus ex-governantes, mesmo após decorridos 10, 20 anos de seus mandatos. Nada justifica que não se investigue os dois, ainda mais no caso de Aécio, contra quem há provas robustas em posse do Procurador Geral Rodrigo Janot. Portanto a Operação Lava Jato ainda precisa provar que está trabalhando para dar um golpe mortal na corrupção, seja ela de qual partido for. O que vemos hoje é a corrupção tucana ser mantida debaixo do tapete.

O objetivo da grande mídia, em ação coordenada com as oposições, é manter o governo sob constante bombardeio, e nesse trabalho estão pouco se lixando com a veracidade dos fatos e com a imparcialidade, apelando muitas vezes para a calúnia e a difamação. Tudo isso tem o objetivo de colocar o governo Dilma como culpado pela crise política e econômica. Para isso inventaram uma relação de causa e efeito entre política e economia, com o (falso) pré-requisito de que a crise política é a causa da crise econômica, e a solução do problema está em remover Dilma do poder, já que ela é, segundo eles, a culpada pela crise política; se ela é culpada pela crise política, automaticamente ela é responsável pela crise econômica. Diariamente a grande mídia divulga essa tese, que é sustentada pelos políticos da oposição, sabendo que uma mentira repetida milhões de vezes acaba se “tornando verdade”, como mostrou Göebbels, a serviço de Hitler. Portanto, apresentam a retirada de Dilma do poder como a solução para a crise política e econômica. Esse trabalho sujo da grande mídia e oposição teve grande impulso a partir de 2014, mas eles já vinham realizando uma campanha de ódio contra Lula e o PT desde  o início do governo petista em 2003. Essa campanha sempre foi coordenada pelo PSDB, e foi crescendo na medida em que a grande mídia passou a apoiar e proteger esse partido. Essa campanha sempre teve como público principal a juventude, que infelizmente se informa (a grande maioria) através desses veículos parciais tendenciosos, parceiros da direita, desconhecendo a imprensa imparcial, que está na internet e consegue e por isso acabam ajudando essa mídia partidária tucana a reverberar na sociedade toda essa campanha de ódio. Essa campanha tem sido eficiente, pois o investimento nela é muito grande, inclusive com a participação da direita americana, liderada pelos bilionários irmãos Koch, que financiam os grupos que lideram as manifestações contra Dilma, conforme publicado pelos jornalistas independentes da Agencia Publica na reportagem "A nova roupa da direita". Com toda a força que essa campanha ganhou, a oposição e a mídia continuarão enganando e iludindo uma grande parte da sociedade, que não possui uma consciência crítica para perceber o que está realmente ocorrendo. Infelizmente ainda vai demorar muito até que as pessoas se conscientizem politicamente e deixem de se informar através dessa mídia representante das elites dominantes.

No jogo do vale tudo para remover Dilma do governo, muitas vezes os líderes da oposição, escudados pela grande mídia, entraram em contradição em relação a posições tomadas, por eles, em outros tempos. É o caso de Fernando Henrique Cardoso, hoje defensor do impeachment, ou renúncia da presidente. No impeachment de Fernando Collor, FHC se manifestou contrário à retirada do presidente do poder, declarando que o impeachment é uma arma que não devemos usar, porque desestabiliza e desestrutura o país. Hélio Bicudo se manifestou, em 1992, contra o impeachment de Fernando Collor, alegando que o presidente não é responsável por atos cometidos por seus auxiliares, a menos que tenha participado pessoalmente desses atos. Se ele mantivesse o mesmo raciocínio, não pediria o impeachment de Dilma por causa das pedaladas, cujo responsável é o ministro da Fazenda. Vejam só, contra Collor havia muitas provas de favorecimento pessoal, recebimento de dinheiro de caixa 2 em sua conta (ou seja, propina), e mesmo assim os dois gênios do impeachment defenderam sua permanência no poder. Já Dilma, contra quem não há nenhuma prova de crime cometido, e que por isso foi caracterizada pelo próprio FHC como “mulher honrada”, ele defende o impeachment, principalmente em função da baixa popularidade da presidente. É preciso lembrar que FHC participou da elaboração da Constituição de 1988, e por isso ele deveria ser cobrado por sua mudança radical na interpretação da Constituição no tocante ao impeachment. Outro fato é que o próprio FHC chegou a ter 8% de popularidade em 1999 (pesquisa Vox Populi) e, portanto, se dependesse de popularidade ele é que teria ter sido removido do governo naquele ano.

O mais importante de tudo isso é que o impeachment, sem a ocorrência de um crime de responsabilidade, é um golpe. A oposição, comandada pelo PSDB, e toda a grande mídia, alegam que o impeachment não é golpe porque está previsto na Constituição. Mas é golpe, sim, porque estão usando uma interpretação deturpada da Constituição para atingir seus objetivos. Basta retomar os debates que ocorreram durante a elaboração da Constituição, além das declarações de personagens como Ulisses Guimarães, FHC e Hélio Bicudo, dentre outros, para se entender que o impeachment que está na Constituição é um instrumento para punir um governante que comete crime de responsabilidade, não é para remover um governo impopular, ou que não tenha maioria no Congresso. Para atingir seu objetivo de remover Dilma do poder a qualquer custo, além das pérolas criadas por FHC, a mídia noticia constantemente que as pedaladas fiscais são crime de responsabilidade, o que é outra mentira, disparada milhões de vezes, mais uma vez seguindo a lição que aprenderam com Göebells. Grandes juristas, como Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato, entre muitos outros, tem afirmado taxativamente que, para haver crime de responsabilidade, a primeira condição disposta pela Constituição é de que haja um ato praticado no exercício da função pública. Para eles, só se configura como crime de responsabilidade quando o presidente da república tenha participado diretamente da produção de um ato criminoso ou, então, tenha assumido, conscientemente, suas consequências ilícitas. Daí, não ser possível atribuir ao presidente da República a responsabilidade por atos praticados por outros agentes da administração pública. O artigo de Hélio Bicudo de 22/07/1992   expressa exatamente a mesma interpretação dos juristas citados anteriormente, e a mídia deveria cobra-lo por essa incoerência. Portanto, os instrumentos presentes na Constituição devem ser usados de acordo com a finalidade para a qual foram criados. Ao interpreta-la de acordo com seus interesses do momento, como é o caso de FHC, os políticos e a mídia o fazem para subverter não só a opinião pública, mas a própria Constituição, e portanto a Justiça. Colocam o impeachment da presidente Dilma, sem a ocorrência de um crime cometido, como algo natural, como se estivéssemos no Parlamentarismo, onde o Parlamento é que determina, a seu critério, a retirada do governante (Primeiro-Ministro) do poder. E o círculo vicioso é alimentado diariamente pela grande mídia, que deveria cumprir o seu papel de defender a democracia, mas faz o contrário, pois é cúmplice e parceira dos golpistas.

Se o impeachment de Dilma se concretizar, o Brasil não mais poderá ser considerado um país democrático, a exemplo do que ocorreu no Paraguai. Ainda mais com o presidente da Câmara dos Deputados, responsável pela aceitação do pedido de impeachment, impune, apesar de todas as provas que há contra ele. Seria a desmoralização completa e definitiva desse país.

sábado, 27 de junho de 2015

Quem financia os movimentos pró-impeachment de Dilma Rousseff?

A Agência Pública (essa é a fonte; a grande mídia deveria agir dessa forma e não como faz, espalhando mentiras sob o pretexto do "sigilo de fonte") publicou reportagem que mostra em detalhes como entidades ligadas à direita americana (dirigidos e organizados pelo Tea Party) financiam abertamente jovens brasileiros e venezuelanos para combater os governos de esquerda, com destaque para o Movimento Brasil Livre, de Kim Kataguiri. A reportagem mostra entrevistas com os próprios financiadores, que não fazem questão de esconder o que fazem. Dá para perceber claramente que não são ações isoladas, trata-se de um movimento amplo, e que foca nos jovens; a evidência disso é que, como mostra a reportagem, Kim Kataguiri é apenas um entre muitos jovens treinados por essas organizações para disseminar as ideias conservadoras por todo o país, realizando palestras em faculdades, entre outras atividades. Como diz a velha máxima americana, "não existe almoço grátis". Kim e cia. não sustentam o movimento anti  Dilma e PT com venda de camisetas, são bem pagos para isso. Para ler a reportagem completa, entre no link:.http://www.cartacapital.com.br/politica/a-nova-roupa-da-direita-4795.html

quarta-feira, 11 de março de 2015

A ditadura da mídia golpista



Os principais veículos da mídia escrita e “televisiva” assumiram de vez qual é o seu lado e qual é o seu partido. Notícias distorcidas e até forjadas contra o governo são exploradas à exaustão; já as notícias contrárias à oposição não são repercutidas, apenas colocadas em algum canto, muitas vezes representam um mero rodapé, como quem diz “cumpri a obrigação”. Usam dois pesos e duas medidas – só não vê quem não quer. A imparcialidade deveria ser a regra no jornalismo; convenhamos que a mídia não pode e não deve ser colocada acima do bem e do mal (e não pode escolher partido em hipótese alguma; se escolheu, significa que se corrompeu). Nesse quadro de ditadura ao contrário (ditadura da mídia corrupta), já que a grande maioria do povo só se informa através dos jornais da Rede Globo (que está no comando da guerra ao governo Dilma, agindo em ação conjunta e coordenada com a Folha de São Paulo e a revista Veja), prepararam o terreno e construíram o edifício do impeachment. Independentemente do que acontecer daqui para frente, vou cortar os vínculos comerciais que ainda tenho com tais empresas – portal de notícias, TV a cabo, etc. Mesmo que muitas pessoas fizessem o mesmo, não faria muito efeito, pois no fundo eles não dependem de nós, mas sim da elite retrógrada,  a qual representam e prestam a sua vassalagem. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A grande mídia intensifica a propaganda pró-impeachment de Dilma Rousseff.


Desde o início de fevereiro a grande mídia tucana resolveu acelerar o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O primeiro passo foi a divulgação de um parecer favorável ao impeachment, elaborado por um personagem bastante “imparcial”: o jurista Ives Gandra Martins. Ao checar a tal “imparcialidade”, verifiquei que o parecer foi encomendado (coincidência?) pelo advogado do Instituto Fernando Henrique Cardoso (na verdade foi comprado; o encomendante declarou que pagou R$ 150.000,00). Outra coincidência é que o ilustre jurista é membro do Conselho do Instituto FHC. No entanto, esse parecer foi rechaçado por vários juristas, recebendo pouca ou nenhuma divulgação (segue link abaixo do artigo do advogado Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ. Essa tese do impeachment está sendo contestada por diversos juristas e jornalistas de prestígio; mas é claro que a grande mídia (que está promovendo o impeachment) não dá nenhuma repercussão a quem não está alinhado com o pensamento único (aquele que elas querem nos impor). Selecionei Eliane Cantañede (jornal O Estado de São Paulo – não se trata de simpatizante do PT, pelo contrário), Luis Nassif (portal IG, já trabalhou nos maiores jornais do Brasil), Paulo Henrique Amorim (Rede Record), para citar apenas pessoas nacionalmente conhecidas, entre inúmeros outros. Vale sempre lembrar que a informação realmente democrática está na Internet, não na mídia corrupta que domina o país.