Mostrando postagens com marcador golpe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador golpe. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de abril de 2016

A GRANDE MÍDIA QUER PROVAR QUE O GOLPE NÃO É GOLPE.

Depois de perceber o inquestionável crescimento do apoio a Dilma nas manifestações de 18/03 e 31/03, a  grande mídia passou a trabalhar na sustentação da tese do impeachment como instrumento previsto na Constituição e que, portanto, não é golpe. Apresentaram entrevistas com importantes juristas, mas no final o que entregam ao telespectador é a visão pré-estabelecida, de que impeachment não é golpe, claro. Para impor ao leitor/telespectador a sua versão do assunto, não exitam em distorcer o teor das entrevistas, seja quem for o entrevistado.  Quando falam do impeachment, as emissoras e jornais omitem, sempre, que o impeachment previsto na Constituição só é válido se houver crime de responsabilidade, pois é assim que está previsto na Constituição. Mesmo que o entrevistado aborde esse aspecto do crime de responsabilidade, a mídia fecha os olhos e ouvidos para esse ponto fundamental e decisivo, pois se não há crime de responsabilidade, não pode ter impeachment. Esse empenho da mídia mostra que estão preocupados com a ascensão visível do apoio à permanência de Dilma, e tentam impedir, com o seu jornalismo parcial, que seu público tome consciência do que realmente está acontecendo. E assim o leitor/telespectador é manipulado para adotar a posição que a mídia lhe impõe.

E na comparação com o impeachment de Fernando Collor, então, a mídia se supera na omissão de informações. Aliás, evitam ao máximo fazer essa comparação, pois sabem bem a qual dos dois o impeachment é cabível. Não informam que no caso Collor o crime de responsabilidade ficou definido antes da abertura do processo de impeachment, através da CPI que investigava PC Farias, o braço direito do presidente. Agora o que fizeram foi abrir o processo de impeachment sem a existência do crime de responsabilidade. Para justificar isso, eles falam que o processo é político, não precisa de um crime, pois está claro que as pedaladas fiscais não são crime de responsabilidade. Isso estaria correto se o sistema político brasileiro fosse parlamentarista, onde os deputados trocam o primeiro-ministro (que é o governante de fato nesse sistema) quando acharem conveniente. Não é o caso do Brasil, que não é parlamentarista, e portanto o que estão fazendo não passa de um truque sujo, e o STF  tem a obrigação de não permitir que atinja o seu objetivo de remover a presidente do poder sem o cumprimento do que está estabelecido na constituição. No entanto, é imprevisível saber como o STF vai se portar, pois a pressão da mídia e da oposição sobre os ministros tem sido enorme (vide as ameaças aos ministros Teori, Facchin e Barroso), e deverá ser ainda maior se o STF for acionado para arbitrar o impeachment.


sábado, 26 de março de 2016

Gleen Greenwald denuncia o golpe no Brasil.

Nos últimos dias vários meios de comunicação estrangeiros denunciaram, sem meias palavras, o golpe que vem sendo orquestrado no Brasil. Entre eles, a revista alemã Der Spiegel, o espanhol El País (que tem uma versão online em portugûes), The Economist (Inglaterra), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12 (Argentina) e até mesmo a rede de televisão Al-Jazeera, entre outros. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o artigo "O Brasil está sendo engolido pela corrupção - e por uma perigosa subversão da democracia", publicado por Gleen Greenwald, repórter do The Guardian (o artigo está disponibiizado em inglês e português). Greenwald ficou conhecido mundialmente ao ter sido escolhido por Edward Snowden para revelar a espionagem em massa do governo norte-americano. 

Greenwald faz uma análise profunda, contextualizada, demonstrando conhecimento da política e da  histórica brasileira. Ele afirma que os que os protestos a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff são, na verdade, “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa”, cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”. E foi além: "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição". A conclusão do jornalista é que o que vem ocorrendo no Brasil é muito mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção, e o que os inimigos políticos do PT estão fazendo é uma clara subversão da democracia brasileira.




 

quinta-feira, 24 de março de 2016

E agora, Moro? Não tem Lula nem Dilma na planilha do Odebrecht.

Foto: Brasil247


Parece que o Moro e a PF se descuidaram e acabaram vazando o que deviam (isso mesmo, deviam). Acho que de tanto brincar de vazamento (sempre e tão somente envolvendo o PT), que eles acabaram automatizando, ou seja, se tem propina, tem PT, Lula e Dilma. Desta vez o vazamento atinge todos os partidos e, pasmem, lá não tem o nome de Lula, nem Dilma. Aí o Sergio Moro, que sempre foi tão transparente, coloca sigilo na planilha que vazou. Parece que o vazamento estragou tudo, pois agora fica difícil o Moro direcionar a delação, ou seja, induzir (ou impor) que o Marcelo Odebrecht  delate somente o PT, já que veio a público a notícia de que o executivo se propôs a delatar todos os partidos. Sendo assim, a lógica tucana da Lava-Jato fica comprometida, e aposto que eles vão acabar descartando a delação de Odebrecht. Ou então vão oferecer benefícios irrecusáveis ao executivo, para ele entrar no esquema “só PT, os outros não vem ao caso”, que é a tônica da operação Lava-Jato desde o início (não é exagero, lembrem-se que o Aécio já foi delatado 06 vezes, e nada foi investigado). Será que vão dar um jeitinho para livrar a cara do PSDB mais uma vez (como sempre) ?

quarta-feira, 11 de março de 2015

A ditadura da mídia golpista



Os principais veículos da mídia escrita e “televisiva” assumiram de vez qual é o seu lado e qual é o seu partido. Notícias distorcidas e até forjadas contra o governo são exploradas à exaustão; já as notícias contrárias à oposição não são repercutidas, apenas colocadas em algum canto, muitas vezes representam um mero rodapé, como quem diz “cumpri a obrigação”. Usam dois pesos e duas medidas – só não vê quem não quer. A imparcialidade deveria ser a regra no jornalismo; convenhamos que a mídia não pode e não deve ser colocada acima do bem e do mal (e não pode escolher partido em hipótese alguma; se escolheu, significa que se corrompeu). Nesse quadro de ditadura ao contrário (ditadura da mídia corrupta), já que a grande maioria do povo só se informa através dos jornais da Rede Globo (que está no comando da guerra ao governo Dilma, agindo em ação conjunta e coordenada com a Folha de São Paulo e a revista Veja), prepararam o terreno e construíram o edifício do impeachment. Independentemente do que acontecer daqui para frente, vou cortar os vínculos comerciais que ainda tenho com tais empresas – portal de notícias, TV a cabo, etc. Mesmo que muitas pessoas fizessem o mesmo, não faria muito efeito, pois no fundo eles não dependem de nós, mas sim da elite retrógrada,  a qual representam e prestam a sua vassalagem. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A grande mídia intensifica a propaganda pró-impeachment de Dilma Rousseff.


Desde o início de fevereiro a grande mídia tucana resolveu acelerar o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O primeiro passo foi a divulgação de um parecer favorável ao impeachment, elaborado por um personagem bastante “imparcial”: o jurista Ives Gandra Martins. Ao checar a tal “imparcialidade”, verifiquei que o parecer foi encomendado (coincidência?) pelo advogado do Instituto Fernando Henrique Cardoso (na verdade foi comprado; o encomendante declarou que pagou R$ 150.000,00). Outra coincidência é que o ilustre jurista é membro do Conselho do Instituto FHC. No entanto, esse parecer foi rechaçado por vários juristas, recebendo pouca ou nenhuma divulgação (segue link abaixo do artigo do advogado Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ. Essa tese do impeachment está sendo contestada por diversos juristas e jornalistas de prestígio; mas é claro que a grande mídia (que está promovendo o impeachment) não dá nenhuma repercussão a quem não está alinhado com o pensamento único (aquele que elas querem nos impor). Selecionei Eliane Cantañede (jornal O Estado de São Paulo – não se trata de simpatizante do PT, pelo contrário), Luis Nassif (portal IG, já trabalhou nos maiores jornais do Brasil), Paulo Henrique Amorim (Rede Record), para citar apenas pessoas nacionalmente conhecidas, entre inúmeros outros. Vale sempre lembrar que a informação realmente democrática está na Internet, não na mídia corrupta que domina o país.