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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Escândalo DataFolha: a Folha errou ou cometeu um crime contra a democracia?

Muito já se falou sobre o recente episódio da pesquisa do Instituto DataFolha (subordinado à Folha de São Paulo), quando o jornal escondeu do público o principal dado apurado: que 60% dos brasileiros querem eleição para Presidente já. Apesar da enorme gravidade do fato ocorrido, que deveria ser tratado como crime contra a democracia, há indícios de que estejamos diante de uma trama muito complexa (e diabólica), e não um mero erro da Folha. Basta analisar os acontecimentos que se seguiram à publicação da pesquisa pela Folha para perceber algo estranho no ar. Primeiro, toda a grande mídia repercutiu enormemente o resultado divulgado pela Folha, favorável à Temer. Na sequência o jornalista jornalista Glenn Greenwald (americano que mora no Brasil há mais de uma década, e ganhador dos dois maiores prêmios do jornalismo dos EUA - Pulitzer, e daqui - prêmio ESSO) desmascarou a farsa, revelando o dado que a Folha escondeu, desfavorável à Temer. E quem realmente repercutiu essa revelação foi a mídia alternativa baseada na internet, comandada por grandes jornalistas como Paulo Henrique Amorim, Luiz Nassiff, Luís Carlos Azenha, e outros portais e blogs da web. Já a grande mídia limitou-se à pequenas notas, ao contrário do momento da publicação da pesquisa pela Folha, quando fizeram imensa repercussão. Poderíamos pensar que acabou havendo um contraponto, através da mídia alternativa, à repercussão inicial promovida pelos grandes veículos. Só que a realidade está muito distante disso, pois hoje o alcance da grande mídia é imensamente maior do que a mídia alternativa, e continuará sendo  ainda por algum tempo, e talvez ainda por muitos anos. Infelizmente falta consciência crítica à grande maioria do povo brasileiro que, ainda por cima, se informa através do Jornal Nacional, o principal patrocinador do golpe contra Dilma. Mesmo a maioria dos jovens na faixa dos 30 anos, que se informam através da internet, acabam se utilizando dos conteúdos produzidos pela grande mídia, ao invés de recorrer à mídia independente. Cabe lembrar, também, que a grande mídia brasileira não sofre qualquer tipo de regulação, ao contrário do que ocorre nas grandes democracias consolidadas (Alemanha, França, Inglaterra, e muitos outros). O resultado disso é que hoje
temos uma ditadura da grande mídia, toda ela conservadora e aliada das elites predadoras do país. A realidade existente no Brasil nesse setor ficou bem ilustrada na declaração dada pelo jornalista Glenn Greenwald, de que os grandes jornais brasileiros se portam como se se fossem meras assessorias de imprensa dos partidos de direita, incluído aí o PSDB.
Com todo o poder acumulado nos últimos anos, essa mídia tem ficado impune quando ultrapassa os limites da ética jornalística, e isso não ocorre à toa, já que ela ataca somente os setores da esquerda. Com isso convivemos com um autêntico vale-tudo contra Dilma, Lula, o PT e qualquer um que não concorde com o projeto de poder da direita conservadora. Nesse sentido, tem sido rotina as campanhas de ódio da grande mídia contra a esquerda, utilizando-se fartamente de calúnia, difamação, notícias inventadas ou omitidas, chegando até ao escândalo da pesquisa do DataFolha. Como não existe regulação, na hora de retratar-se (direito de resposta) a grande mídia não faz nenhuma repercussão, e essa acaba sendo a sua grande arma. Na certeza da impunidade, a grande mídia fica à vontade para agir como quiser pois, no caso de ser dado direito de resposta ao adversário, o máximo que ela terá que fazer será publicar uma nota (resposta do interessado), que não receberá nenhuma repercussão da parte deles.  Por isso tem sido muito vantajoso para a grande mídia utilizar-se dos truques sujos contra seus adversários da esquerda, pois o efeito da retratação, ou direito de resposta, é nulo se comparado com a repercussão dada à notícia original.

Concluindo, o que penso é que não houve erro de fato, mas um ato premeditado da Folha, sabendo que ficaria impune. Na verdade houve um crime contra a democracia, mas a justiça até agora não demonstrou nenhuma vontade de apurar isso. Mas essa omissão da justiça também não é nenhuma novidade, quando o alvo é a esquerda.

sábado, 26 de março de 2016

Gleen Greenwald denuncia o golpe no Brasil.

Nos últimos dias vários meios de comunicação estrangeiros denunciaram, sem meias palavras, o golpe que vem sendo orquestrado no Brasil. Entre eles, a revista alemã Der Spiegel, o espanhol El País (que tem uma versão online em portugûes), The Economist (Inglaterra), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12 (Argentina) e até mesmo a rede de televisão Al-Jazeera, entre outros. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o artigo "O Brasil está sendo engolido pela corrupção - e por uma perigosa subversão da democracia", publicado por Gleen Greenwald, repórter do The Guardian (o artigo está disponibiizado em inglês e português). Greenwald ficou conhecido mundialmente ao ter sido escolhido por Edward Snowden para revelar a espionagem em massa do governo norte-americano. 

Greenwald faz uma análise profunda, contextualizada, demonstrando conhecimento da política e da  histórica brasileira. Ele afirma que os que os protestos a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff são, na verdade, “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa”, cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”. E foi além: "A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição". A conclusão do jornalista é que o que vem ocorrendo no Brasil é muito mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção, e o que os inimigos políticos do PT estão fazendo é uma clara subversão da democracia brasileira.




 

quinta-feira, 24 de março de 2016

E agora, Moro? Não tem Lula nem Dilma na planilha do Odebrecht.

Foto: Brasil247


Parece que o Moro e a PF se descuidaram e acabaram vazando o que deviam (isso mesmo, deviam). Acho que de tanto brincar de vazamento (sempre e tão somente envolvendo o PT), que eles acabaram automatizando, ou seja, se tem propina, tem PT, Lula e Dilma. Desta vez o vazamento atinge todos os partidos e, pasmem, lá não tem o nome de Lula, nem Dilma. Aí o Sergio Moro, que sempre foi tão transparente, coloca sigilo na planilha que vazou. Parece que o vazamento estragou tudo, pois agora fica difícil o Moro direcionar a delação, ou seja, induzir (ou impor) que o Marcelo Odebrecht  delate somente o PT, já que veio a público a notícia de que o executivo se propôs a delatar todos os partidos. Sendo assim, a lógica tucana da Lava-Jato fica comprometida, e aposto que eles vão acabar descartando a delação de Odebrecht. Ou então vão oferecer benefícios irrecusáveis ao executivo, para ele entrar no esquema “só PT, os outros não vem ao caso”, que é a tônica da operação Lava-Jato desde o início (não é exagero, lembrem-se que o Aécio já foi delatado 06 vezes, e nada foi investigado). Será que vão dar um jeitinho para livrar a cara do PSDB mais uma vez (como sempre) ?

sábado, 27 de junho de 2015

Quem financia os movimentos pró-impeachment de Dilma Rousseff?

A Agência Pública (essa é a fonte; a grande mídia deveria agir dessa forma e não como faz, espalhando mentiras sob o pretexto do "sigilo de fonte") publicou reportagem que mostra em detalhes como entidades ligadas à direita americana (dirigidos e organizados pelo Tea Party) financiam abertamente jovens brasileiros e venezuelanos para combater os governos de esquerda, com destaque para o Movimento Brasil Livre, de Kim Kataguiri. A reportagem mostra entrevistas com os próprios financiadores, que não fazem questão de esconder o que fazem. Dá para perceber claramente que não são ações isoladas, trata-se de um movimento amplo, e que foca nos jovens; a evidência disso é que, como mostra a reportagem, Kim Kataguiri é apenas um entre muitos jovens treinados por essas organizações para disseminar as ideias conservadoras por todo o país, realizando palestras em faculdades, entre outras atividades. Como diz a velha máxima americana, "não existe almoço grátis". Kim e cia. não sustentam o movimento anti  Dilma e PT com venda de camisetas, são bem pagos para isso. Para ler a reportagem completa, entre no link:.http://www.cartacapital.com.br/politica/a-nova-roupa-da-direita-4795.html

quarta-feira, 11 de março de 2015

A ditadura da mídia golpista



Os principais veículos da mídia escrita e “televisiva” assumiram de vez qual é o seu lado e qual é o seu partido. Notícias distorcidas e até forjadas contra o governo são exploradas à exaustão; já as notícias contrárias à oposição não são repercutidas, apenas colocadas em algum canto, muitas vezes representam um mero rodapé, como quem diz “cumpri a obrigação”. Usam dois pesos e duas medidas – só não vê quem não quer. A imparcialidade deveria ser a regra no jornalismo; convenhamos que a mídia não pode e não deve ser colocada acima do bem e do mal (e não pode escolher partido em hipótese alguma; se escolheu, significa que se corrompeu). Nesse quadro de ditadura ao contrário (ditadura da mídia corrupta), já que a grande maioria do povo só se informa através dos jornais da Rede Globo (que está no comando da guerra ao governo Dilma, agindo em ação conjunta e coordenada com a Folha de São Paulo e a revista Veja), prepararam o terreno e construíram o edifício do impeachment. Independentemente do que acontecer daqui para frente, vou cortar os vínculos comerciais que ainda tenho com tais empresas – portal de notícias, TV a cabo, etc. Mesmo que muitas pessoas fizessem o mesmo, não faria muito efeito, pois no fundo eles não dependem de nós, mas sim da elite retrógrada,  a qual representam e prestam a sua vassalagem. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A grande mídia intensifica a propaganda pró-impeachment de Dilma Rousseff.


Desde o início de fevereiro a grande mídia tucana resolveu acelerar o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O primeiro passo foi a divulgação de um parecer favorável ao impeachment, elaborado por um personagem bastante “imparcial”: o jurista Ives Gandra Martins. Ao checar a tal “imparcialidade”, verifiquei que o parecer foi encomendado (coincidência?) pelo advogado do Instituto Fernando Henrique Cardoso (na verdade foi comprado; o encomendante declarou que pagou R$ 150.000,00). Outra coincidência é que o ilustre jurista é membro do Conselho do Instituto FHC. No entanto, esse parecer foi rechaçado por vários juristas, recebendo pouca ou nenhuma divulgação (segue link abaixo do artigo do advogado Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ. Essa tese do impeachment está sendo contestada por diversos juristas e jornalistas de prestígio; mas é claro que a grande mídia (que está promovendo o impeachment) não dá nenhuma repercussão a quem não está alinhado com o pensamento único (aquele que elas querem nos impor). Selecionei Eliane Cantañede (jornal O Estado de São Paulo – não se trata de simpatizante do PT, pelo contrário), Luis Nassif (portal IG, já trabalhou nos maiores jornais do Brasil), Paulo Henrique Amorim (Rede Record), para citar apenas pessoas nacionalmente conhecidas, entre inúmeros outros. Vale sempre lembrar que a informação realmente democrática está na Internet, não na mídia corrupta que domina o país.