Parece que o Moro e a PF se
descuidaram e acabaram vazando o que deviam (isso mesmo, deviam). Acho que de
tanto brincar de vazamento (sempre e tão somente envolvendo o PT), que eles
acabaram automatizando, ou seja, se tem propina, tem PT, Lula e Dilma. Desta
vez o vazamento atinge todos os partidos e, pasmem, lá não tem o nome de Lula,
nem Dilma. Aí o Sergio Moro, que sempre foi tão transparente, coloca sigilo na
planilha que vazou. Parece que o vazamento estragou tudo, pois agora fica difícil
o Moro direcionar a delação, ou seja, induzir (ou impor) que o Marcelo Odebrecht delate
somente o PT, já que veio a público a notícia de que o executivo se propôs a
delatar todos os partidos. Sendo assim, a lógica tucana da Lava-Jato fica
comprometida, e aposto que eles vão acabar descartando a delação de Odebrecht.
Ou então vão oferecer benefícios irrecusáveis ao executivo, para ele entrar no
esquema “só PT, os outros não vem ao caso”, que é a tônica da operação Lava-Jato
desde o início (não é exagero, lembrem-se que o Aécio já foi delatado 06 vezes,
e nada foi investigado). Será que vão dar um jeitinho para livrar a cara do PSDB mais uma vez (como sempre) ?
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quinta-feira, 24 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
QUEM É O "POVO" QUE FOI ÀS RUAS NO DIA 13/03?
Terminada a manifestação de 13/03 contra o governo Dilma, a grande mídia comemorou mais uma vez a "tomada das ruas pelo povo". Na sequência vieram os programas de debates entre os jornalistas das tvs e um ou outro convidado, com a finalidade de repercutir os fatos e os seus desdobramentos. Nesses debates eles falam do recado das ruas ao governo, do aumento da insatisfação do povo com o governo, da influência que o evento pode proporcionar na votação do impeachment, da saída do PMDB da base de apoio ao governo, etc., e em nenhum momento nos oferecem informações mais específicas sobre quem estava nas ruas no dia 13/03. Isso é acaso, coincidência? Sem essas informações, a compreensão do evento fica no mínimo comprometida, e com márgem para equívocos. É sabido que o povo realmente não está contente, tendo em vista o desemprego e a subida da inflação, entre outros problemas, mas quando a grande mídia alardeia a insatisfação do povo presente na manifestação do dia 13, ela omite, e mesmo sonega, importantes informações inerentes a essas manifestações, e que foram levantados pelo insuspeito Instituto DataFolha, em mais uma pesquisa realizada naquele dia junto aos manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, que transcrevo abaixo.
"A maior parte dos manifestantes da Paulista eram homens (57%, ante 43% de mulheres), 77% declararam ser de cor branca (ante 63,9% da população da região metropolitana de São Paulo que se declara branca) e a média de idade girava em torno de 45 anos, segundo o Datafolha. A renda e a escolaridade dos manifestantes que compareceram ao ato também é superior à média da população paulistana. Metade dos participantes do protesto (50%) ganhavam acima de cinco salários mínimos (4.400 reais), com 24% recebendo entre dez e vinte vezes o valor mínimo fixado de 880 reais (8800 reais). No caso da escolaridade, 77% dos entrevistados declarou possuir o Ensino Superior completo - no município, o índice de pessoas com diploma do Ensino Superior é de 28%. Tal patamar é praticamente o mesmo do colhido nas demais manifestações anti-Dilma ocorridas em 2015".
Os dados acima mostram que em São Paulo o perfil dos manifestantes é o da classe média típica, e portanto fica claro que mais uma vez os pobres, mesmo descontentes, não estiveram presentes na manifestação, pelo menos não de forma representativa. Também ocorre omissão da mídia quanto ao aspecto ideológico dos manifestantes. Em todas as manifestações pro-impeachment anteriores da Avenida Paulista o DataFolha apurou que entre os presentes, mais de 75% haviam votado em Aécio Neves, sendo que em várias outras grandes capitais o resultado foi muito próximo. Dessa vez o DataFolha apurou somente a preferência partidária, no que o PSDB foi apontado com 21% da preferência dos presentes, mas os demais dados apurados mostram que o percentual de eleitores de Aécio não sofreu uma baixa significativa, mas houve indícios de que a direita mais conservadora tomou algum espaço do PSDB na manifestação.
Analisando os dados acima, fica claro que o perfil dos manifestantes não é o do pobre, mas de classe média, e predominantemente de eleitores de Aécio Neves. Essas informações básicas e fundamentais continuam sendo omitidas pela grande mídia, que assim induz as pessoas que não tem senso crítico a dar à manifestação uma representação que ela não têm na realidade dos fatos, tendo em vista que os pobres não saíram efetivamente às ruas, seja para apoiar ou protestar contra o governo. No final, a grande mídia cumpre o seu papel de distorcer a realidade e criar uma imagem que convém à elite da qual ela é parte.
"A maior parte dos manifestantes da Paulista eram homens (57%, ante 43% de mulheres), 77% declararam ser de cor branca (ante 63,9% da população da região metropolitana de São Paulo que se declara branca) e a média de idade girava em torno de 45 anos, segundo o Datafolha. A renda e a escolaridade dos manifestantes que compareceram ao ato também é superior à média da população paulistana. Metade dos participantes do protesto (50%) ganhavam acima de cinco salários mínimos (4.400 reais), com 24% recebendo entre dez e vinte vezes o valor mínimo fixado de 880 reais (8800 reais). No caso da escolaridade, 77% dos entrevistados declarou possuir o Ensino Superior completo - no município, o índice de pessoas com diploma do Ensino Superior é de 28%. Tal patamar é praticamente o mesmo do colhido nas demais manifestações anti-Dilma ocorridas em 2015".
Os dados acima mostram que em São Paulo o perfil dos manifestantes é o da classe média típica, e portanto fica claro que mais uma vez os pobres, mesmo descontentes, não estiveram presentes na manifestação, pelo menos não de forma representativa. Também ocorre omissão da mídia quanto ao aspecto ideológico dos manifestantes. Em todas as manifestações pro-impeachment anteriores da Avenida Paulista o DataFolha apurou que entre os presentes, mais de 75% haviam votado em Aécio Neves, sendo que em várias outras grandes capitais o resultado foi muito próximo. Dessa vez o DataFolha apurou somente a preferência partidária, no que o PSDB foi apontado com 21% da preferência dos presentes, mas os demais dados apurados mostram que o percentual de eleitores de Aécio não sofreu uma baixa significativa, mas houve indícios de que a direita mais conservadora tomou algum espaço do PSDB na manifestação.
Analisando os dados acima, fica claro que o perfil dos manifestantes não é o do pobre, mas de classe média, e predominantemente de eleitores de Aécio Neves. Essas informações básicas e fundamentais continuam sendo omitidas pela grande mídia, que assim induz as pessoas que não tem senso crítico a dar à manifestação uma representação que ela não têm na realidade dos fatos, tendo em vista que os pobres não saíram efetivamente às ruas, seja para apoiar ou protestar contra o governo. No final, a grande mídia cumpre o seu papel de distorcer a realidade e criar uma imagem que convém à elite da qual ela é parte.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
2015, O ANO DO IMPEACHMENT, QUE AINDA NÃO TERMINOU.
O
ano de 2015 com certeza é atípico na história do Brasil, e sempre será tristemente
lembrado por aqueles que cultivam a Democracia e exigem o respeito à
Constituição. Pode-se dizer que o ano começou ainda em 2014, a partir do
anúncio da vitória eleitoral de Dilma Rousseff, e os fatos que se seguiram em
decorrência disso deixaram a sensação de que o ano ainda não terminou.
Alguns
fatos ocorridos ainda em 2014 já deram o tom do que aconteceria no ano
seguinte. A campanha eleitoral foi muito intensa, com acusações pesadas dos
dois lados. A candidata do PT enfrentou dois obstáculos a mais: o primeiro foi
o posicionamento da grande mídia a favor de Aécio Neves, inclusive com ações
extremamente apelativas por parte da revista Veja, que elevou ao extremo a sua
prática de calúnia e difamação contra a candidata/governante petista; o outro
grande obstáculo foram os vazamentos da Operação Lava Jato, vários deles
ocorridos às vésperas da divulgação das pesquisas eleitorais – coincidência? Com
a vitória de Dilma Rousseff, imediatamente a oposição anunciou que tentaria
impedir que o seu segundo mandato se realizasse, isso ainda em outubro/novembro
de 2014. A partir daí já ocorriam as passeatas pró-impeachment, mas ainda com
pouca adesão. Logo surgiram as primeiras declarações da oposição quanto a irregularidades
na campanha da chapa vencedora, e que por isso deveria ocorrer sua cassação
pelo TSE. No entanto isso não ocorreu, e o então Presidente (substituto) do
TSE, Gilmar Mendes, aprovou as contas da chapa Dilma-Temer sem maiores
problemas.
Mas
o governo não teve muito tempo para respirar. As investigações da Lava Jato
avançavam cada vez mais, arranhando muito mais a imagem do PT, apesar do PMDB e
PP serem igualmente acusados de recebimento de propina. No entanto, a grande mídia brasileira, toda ela
francamente anti-PT, centra toda a sua artilharia nesse partido, no intuito de
induzir a população a acreditar que só o PT está envolvido em corrupção. Dados
importantes, como o fato de que as mesmas empreiteiras investigadas terem
financiado todos os grandes partidos (inclusive o PSDB) com quantias de
dinheiro muito próximas ao doado ao PT, não recebem a mesma atenção da mídia,
que nesse caso apenas cumpre a obrigação de dar a notícia. Já as informações
relativas ao PT recebem uma reverberação intensa por parte dos articulistas e
comentaristas. Nesse trabalho, a mídia não cumpre princípios básicos do bom
jornalismo, como por exemplo o de ouvir a parte acusada, e o de oferecer uma
segunda opinião aos leitores. Muitas notícias distorcidas (ou fora de contexto),
envolvendo o governo, são publicadas com grande destaque. Após reclamações da
parte prejudicada, os grandes jornais publicam uma nota de rodapé (que ninguém
vai ler ou tomar conhecimento, pois nessa hora a imprensa não repercute nada),
cumprindo assim sua obrigação. Já nas mesas redondas promovidas na televisão
para discussão dos fatos políticos, nenhum participante pró-governo é
convidado, salvo raras exceções. Dessa forma, só a versão (dos fatos)
anti-Dilma/PT é ouvida e lida, e assim o povo passa a acreditar que a única
fonte de corrupção no Brasil está no meio petista. Percebe-se uma nítida articulação
entre a mídia e a justiça (Ministério Público e Polícia Federal) na seleção
daquilo que deve ser investigado. Nesse sentido, as delações contra Aécio Neves
e Fernando Henrique Cardoso são ignoradas (lembre-se que um delatores afirmou
enfaticamente que passou a intermediar propina oriunda da Petrobrás desde 1.997
(governo de quem?). Não adianta alegar que isso aconteceu há muito tempo, pois
os países realmente democráticos punem os atos criminosos de seus ex-governantes, mesmo após decorridos 10,
20 anos de seus mandatos. Nada justifica que não se investigue os dois, ainda mais no
caso de Aécio, contra quem há provas robustas em posse do Procurador Geral
Rodrigo Janot. Portanto a Operação Lava Jato ainda precisa provar que está
trabalhando para dar um golpe mortal na corrupção, seja ela de qual partido
for. O que vemos hoje é a corrupção tucana ser mantida debaixo do tapete.
O
objetivo da grande mídia, em ação coordenada com as oposições, é manter o
governo sob constante bombardeio, e nesse trabalho estão pouco se lixando com a
veracidade dos fatos e com a imparcialidade, apelando muitas vezes para a
calúnia e a difamação. Tudo isso tem o objetivo de colocar o governo Dilma como
culpado pela crise política e econômica. Para isso inventaram uma relação de
causa e efeito entre política e economia, com o (falso) pré-requisito de que a
crise política é a causa da crise econômica, e a solução do problema está em
remover Dilma do poder, já que ela é, segundo eles, a culpada pela crise
política; se ela é culpada pela crise política, automaticamente ela é
responsável pela crise econômica. Diariamente a grande mídia divulga essa tese,
que é sustentada pelos políticos da oposição, sabendo que uma mentira repetida
milhões de vezes acaba se “tornando verdade”, como mostrou Göebbels, a serviço
de Hitler. Portanto, apresentam a retirada de Dilma do poder como a solução
para a crise política e econômica. Esse trabalho sujo da grande mídia e
oposição teve grande impulso a partir de 2014, mas eles já vinham realizando
uma campanha de ódio contra Lula e o PT desde o início do governo petista em 2003. Essa
campanha sempre foi coordenada pelo PSDB, e foi crescendo na medida em que a
grande mídia passou a apoiar e proteger esse partido. Essa campanha sempre teve
como público principal a juventude, que infelizmente se informa (a grande
maioria) através desses veículos parciais tendenciosos, parceiros da direita,
desconhecendo a imprensa imparcial, que está na internet e consegue e por isso
acabam ajudando essa mídia partidária tucana a reverberar na sociedade toda
essa campanha de ódio. Essa campanha tem sido eficiente, pois o investimento nela
é muito grande, inclusive com a participação da direita americana, liderada
pelos bilionários irmãos Koch, que financiam os grupos que lideram as
manifestações contra Dilma, conforme publicado pelos jornalistas independentes da Agencia Publica na reportagem "A nova roupa da direita". Com toda a
força que essa campanha ganhou, a oposição e a mídia continuarão enganando e iludindo uma
grande parte da sociedade, que não possui uma consciência crítica para perceber o que está realmente ocorrendo. Infelizmente ainda vai demorar muito até que as pessoas se conscientizem politicamente e
deixem de se informar através dessa mídia representante das elites dominantes.
No
jogo do vale tudo para remover Dilma do governo, muitas vezes os líderes da
oposição, escudados pela grande mídia, entraram em contradição em relação a
posições tomadas, por eles, em outros tempos. É o caso de Fernando Henrique
Cardoso, hoje defensor do impeachment, ou renúncia da presidente. No
impeachment de Fernando Collor, FHC se manifestou contrário à retirada do
presidente do poder, declarando que o impeachment é uma arma que não devemos
usar, porque desestabiliza e desestrutura o país. Hélio Bicudo se manifestou,
em 1992, contra o impeachment de Fernando Collor, alegando que o presidente não
é responsável por atos cometidos por seus auxiliares, a menos que tenha
participado pessoalmente desses atos. Se ele mantivesse o mesmo raciocínio,
não pediria o impeachment de Dilma por causa das pedaladas, cujo responsável é
o ministro da Fazenda. Vejam só, contra Collor havia muitas provas de
favorecimento pessoal, recebimento de dinheiro de caixa 2 em sua conta (ou
seja, propina), e mesmo assim os dois gênios do impeachment defenderam sua
permanência no poder. Já Dilma, contra quem não há nenhuma prova de crime
cometido, e que por isso foi caracterizada pelo próprio FHC como “mulher honrada”,
ele defende o impeachment, principalmente em função da baixa popularidade da
presidente. É preciso lembrar que FHC participou da elaboração da Constituição
de 1988, e por isso ele deveria ser cobrado por sua mudança radical na
interpretação da Constituição no tocante ao impeachment. Outro fato é que o
próprio FHC chegou a ter 8% de popularidade em 1999 (pesquisa Vox Populi) e,
portanto, se dependesse de popularidade ele é que teria ter sido removido do governo naquele ano.
O
mais importante de tudo isso é que o impeachment, sem a ocorrência de um crime
de responsabilidade, é um golpe. A oposição, comandada pelo PSDB, e toda a
grande mídia, alegam que o impeachment não é golpe porque está previsto na
Constituição. Mas é golpe, sim, porque estão usando uma interpretação deturpada
da Constituição para atingir seus objetivos. Basta retomar os debates que
ocorreram durante a elaboração da Constituição, além das declarações de
personagens como Ulisses Guimarães, FHC e Hélio Bicudo, dentre outros, para se
entender que o impeachment que está na Constituição é um instrumento para punir
um governante que comete crime de responsabilidade, não é para remover um
governo impopular, ou que não tenha maioria no Congresso. Para atingir seu
objetivo de remover Dilma do poder a qualquer custo, além das pérolas criadas
por FHC, a mídia noticia constantemente que as pedaladas fiscais são crime de
responsabilidade, o que é outra mentira, disparada milhões de vezes, mais uma
vez seguindo a lição que aprenderam com Göebells. Grandes juristas, como Celso
Antonio Bandeira de Mello, Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato, entre muitos
outros, tem afirmado taxativamente que, para haver crime de responsabilidade, a
primeira condição disposta pela Constituição é de que haja um ato praticado no
exercício da função pública. Para eles, só se configura como crime de
responsabilidade quando o presidente da república tenha participado diretamente
da produção de um ato criminoso ou, então, tenha assumido, conscientemente,
suas consequências ilícitas. Daí, não ser possível atribuir ao presidente da
República a responsabilidade por atos praticados por outros agentes da
administração pública. O artigo de Hélio Bicudo de 22/07/1992
expressa exatamente a mesma interpretação dos juristas citados anteriormente, e a mídia deveria cobra-lo por essa incoerência.
Portanto, os instrumentos presentes na Constituição devem ser usados de acordo
com a finalidade para a qual foram criados. Ao interpreta-la de acordo com seus
interesses do momento, como é o caso de FHC, os políticos e a mídia o fazem
para subverter não só a opinião pública, mas a própria Constituição, e portanto
a Justiça. Colocam o impeachment da presidente Dilma, sem a ocorrência de um
crime cometido, como algo natural, como se estivéssemos no Parlamentarismo,
onde o Parlamento é que determina, a seu critério, a retirada do governante (Primeiro-Ministro)
do poder. E o círculo vicioso é alimentado diariamente pela grande mídia, que
deveria cumprir o seu papel de defender a democracia, mas faz o contrário, pois
é cúmplice e parceira dos golpistas.
Se
o impeachment de Dilma se concretizar, o Brasil não mais poderá ser considerado
um país democrático, a exemplo do que ocorreu no Paraguai. Ainda mais com o
presidente da Câmara dos Deputados, responsável pela aceitação do pedido de
impeachment, impune, apesar de todas as provas que há contra ele. Seria a
desmoralização completa e definitiva desse país.
sábado, 27 de junho de 2015
Quem financia os movimentos pró-impeachment de Dilma Rousseff?
A Agência Pública (essa é a fonte; a grande mídia deveria agir dessa forma e não como faz, espalhando mentiras sob o pretexto do "sigilo de fonte") publicou reportagem que mostra em detalhes como entidades ligadas à direita americana (dirigidos e organizados pelo Tea Party) financiam abertamente jovens brasileiros e venezuelanos para combater os governos de esquerda, com destaque para o Movimento Brasil Livre, de Kim Kataguiri. A reportagem mostra entrevistas com os próprios financiadores, que não fazem questão de esconder o que fazem. Dá para perceber claramente que não são ações isoladas, trata-se de um movimento amplo, e que foca nos jovens; a evidência disso é que, como mostra a reportagem, Kim Kataguiri é apenas um entre muitos jovens treinados por essas organizações para disseminar as ideias conservadoras por todo o país, realizando palestras em faculdades, entre outras atividades. Como diz a velha máxima americana, "não existe almoço grátis". Kim e cia. não sustentam o movimento anti Dilma e PT com venda de camisetas, são bem pagos para isso. Para ler a reportagem completa, entre no link:.http://www.cartacapital.com.br/politica/a-nova-roupa-da-direita-4795.html
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